É um transtorno do neurodesenvolvimento, que engloba dificuldades na comunicação e interação social e pela presença de comportamentos e/ou interesses repetitivos ou restritos. Atualmente podemos observar também alterações sensoriais.
Esses sintomas configuram o núcleo do transtorno, mas a gravidade de sua apresentação é variável.
Trata-se de um transtorno permanente, que pode ser observado na primeira infância, principalmente antes dos 3 anos, o que corrobora para a intervenção precoce o que facilita na alteração do prognóstico e suavizar os sintomas.
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O diagnóstico do Transtorno do Espectro Autista
A nova classificação do DSM-V trouxe mudanças significativas nos critérios diagnósticos do TEA. A identificação dos sintomas foram ampliados, com ênfase na observação do desenvolvimento da comunicação, interação social, comportamentos repetitivos/ restritos e presença de alteração sensorial.
O diagnóstico precoce, realizado antes dos 3 anos de idade, é fundamental para que as melhores intervenções individualizadas e intensivas sejam realizadas o mais breve possível.
Como é feito o diagnóstico de autismo
O diagnóstico de autismo é unicamente clínico e deve ser feito por profissionais especializados através da observação da criança e conversa com pais e familiares e profissionais que já a tratam e principalmente, se houver a oportunidade, consultar a professora.
Já no primeiro ano de vida é possível detectar alguns sinais, como contato visual pobre, ausência de balbucio ou gestos sociais (como apontar), não responder (olhar) quando chamado pelo nome.
Os pais e professores podem observar pouco interesse em compartilhar objetos e dificuldade em desviar o foco em atividades que interessa à criança, por exemplo, permanecer horas olhando a roda de um carrinho girar.
Problema para dormir também é uma característica muito presente no autismo, isto é, a insônia.
Assim como seletividade para alimentos, medos excessivos e hipersensibilidade a determinados barulhos ou estímulos.
Outros sinais relevantes para o diagnóstico de TEA é a excessiva preferência por determinados objetos, texturas, cores ou jogos. Pode haver atraso no desenvolvimento motor, como engatinhar, andar, falar e até mesmo regressão da fala entre 1 e 2 anos.
O médico especialista (psiquiatra infantil, pediatra ou neuropediatra) fará o diagnóstico baseado nas conversas com pais e na observação desses sintomas, organizados no DSM-V. Não existem exames laboratoriais que confirmem o transtorno, sendo um diagnóstico clínico feito pela observação da criança em diferentes ambientes e por uma equipe multiprofissional (psicólogo, fonoaudiólogo e terapeuta ocupacional)
Muitas vezes o diagnóstico acontece quando a criança já está na escola, sendo o papel dos professores fundamental para identificar sinais que possam indicar o TEA.
Ficou com alguma dúvida sobre o diagnóstico de autismo e os critérios do DSM-5, deixe nos comentários.
Critérios diagnósticos de Transtorno do Espectro Autista
· Dificuldade na comunicação social, manifestada em déficits na reciprocidade emocional e nos comportamentos não verbais de comunicação usuais para a interação social (como apontar, uso de sinais e etc), que podem ser persistentes ou não.
· Comportamentos restritos e repetitivos, interesses em atividades fixas, manifestados por movimentos, falas e manipulação de objetos de forma, insistência na rotina, rituais verbais ou não verbais, inflexibilidade a mudanças, padrões rígidos de comportamento e pensamento; hiper ou hipo atividade a estímulos sensoriais.
· Os sintomas devem estar presentes no período de desenvolvimento, em fase precoce da infância, podendo manifestar-se antes dos 3 anos de idade, ou podem surgir com conforme as demandas sociais ultrapassem as capacidades limitadas.
Níveis de gravidade do autismo
Nível 1 — Leve
As pessoas com nível leve, apresentam prejuízo na interação e comunicação social, mas não necessitam de tanto suporte, pois conseguem emitir palavras, desejos e até manter certo nível de conversa. Podem ter dificuldade nas interações sociais, respostas atípicas e pouco interesse em se relacionar com o outro, uma vez que tem interesses restritos e irão pender mais à conversas e comportamentos presos às suas restrições.
Em relação ao comportamento, apresentam dificuldade para trocar de atividade, independência limitada para autocuidado, que com intervenção podem ser ajustadas. Necessita de ajuda para organização e planejamento.
Nível 2 — Moderado
As pessoas com nível moderado, necessitam de suporte substancial na comunicação e na interação social, pois apresenta déficits na conversação e dificuldades nas interações sociais, as quais, muitas vezes, precisam ser mediadas.
Em relação ao comportamento podem apresentar dificuldade em mudar de ambientes, desviar o foco ou a atenção, necessitando suporte em muitos momentos.
Nível 3 — Severo
As pessoas com nível severo, necessitam de muito suporte, pois apresentam prejuízos graves nas interações sociais e pouca resposta a aberturas sociais.
Em relação ao comportamento, apresentam dificuldade extrema com mudanças e necessitam muita intervenção para realizar as tarefas do dia a dia, incluindo as de autocuidado e higiene pessoal.
Vale ressaltar que as intervenções precoces, intensivas e individuais podem melhorar os sintomas apresentados como excessos e defasagens de comportamentos.
Referências:
SILVA, Micheline and MULICK, James A.. Diagnosticando o transtorno autista: aspectos fundamentais e considerações práticas. Psicol. cienc. prof. [online]. 2009, vol.29, n.1 [cited 2020-10-01], pp.116-131.
Transtorno do Espectro do Autismo. Manual de Orientação D e p a r t a m e n t o C i e n t í f i c o d e P e d i a t r i a do Desenvolvimento e Comportamento.
Consultado em: https://institutoneurosaber.com.br/dsm-5-e-o-diagnostico-no-tea/
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